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Educação

24/04/2013 - Redação

Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, 24, segundo dia da greve Nacional da Educação, os sinos não tocaram na maioria das escolas no Estado do Tocantins. A estimativa é que 90% das escolas em todo o Estado estejam de portas fechadas. Professores e educadores em geral saem às ruas para cobrar dos governantes municipais e estadual, maior valorização dos trabalhadores (as) da educação.

Em Palmas, capital do Tocantins, cerca de mil e quinhentos educadores participaram na terça, 23, de uma concentração em frente ao Paço Municipal, na Praça Bosque dos Pioneiros. Em seguida os trabalhadores saíram em carreata pelas principais avenidas na cidade. Os educadores de Palmas reivindicam o pagamento de reajuste de 10% para os funcionários administrativos (reajuste concedido aos professores) e pagamento das progressões horizontais, biênios e titularidades.

O Sintet através das diretorias regionais está realizando mobilização em diversas cidades. No primeiro dia da Greve foram realizados atos públicos em Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí, Ananás, Miranorte, Miracema, Gurupi, Paraíso, Porto Nacional, Natividade, Taguatinga, Nova Rosalândia, Ponte Alta do Tocantins, Dianópolis, Arraias e Palmas.

Educadores em todas as regiões do Estado cobram o pagamento do Piso Salarial Nacional Profissional da Educação- PSPN, e o cumprimento do plano de carreira, jornada e carreira. Segundo a lei do Piso (11.738/2008 (art. 2º), que estabelece o piso para os profissionais do magistério público da Educação Básica, na composição da jornada de trabalho deve-se observar o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos. Logo, 1/3 da jornada será dedicado à preparação de aulas e às demais atividades fora da sala.

De acordo com o presidente do SINTET José Roque Santiago, as mobilizações acontecem em todas as regiões do Tocantins. “Nossa perspectiva é que a greve se estenda por todo o Estado. A Greve Nacional da Educação é o momento ideal para que os trabalhadores parem por melhorias e saiam às ruas para cobrar respeito e valorização da categoria”, disse Santiago.

A categoria convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins – Sintet participa da Greve Nacional da Educação, convocada pela Confederação dos Trabalhadores em Educação – CNTE e pela Central Única dos Trabalhadores  do Tocantins– CUT-TO.