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Saúde

09/06/2011 - Redação

O secretário de Estado da Saúde, Arnaldo Alves Nunes, anunciou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 08, a construção de dois novos hospitais no Tocantins até o final deste ano. Um dos hospitais será no município de Araguatins, norte do Estado e servirá para desafogar os hospitais de Araguaina e Augustinópolis quando as reformas nestas unidades tiverem início. O outro será a Maternidade de Palmas e servirá para desafogar o Hospital e Maternidade Dona Regina, que será adequado para se tornar o Hospital da Criança.

Para a construção, o Tocantins pretende aderir a uma ata de registro de preços do Estado do Rio de Janeiro. As obras têm previsão de início para o final do próximo mês e término previsto em 120 dias após o início da construção. Cada unidade custará cerca R$ 30 milhões, já equipada.

Durante a entrevista, o secretário também esclareceu os termos do convênio assinado na terça-feira, 07, com a CMB – Confederação das Santas Casas de Misericórdia. O convênio prevê uma consultoria para que o Governo escolha o melhor modelo de gestão para a saúde pública estadual. Segundo o secretário, a CMB não irá gerenciar os hospitais, mas sim indicar ao Governo, de acordo com a realidade do Tocantins, quais opções de gestão existem atualmente e qual o melhor modelo para o Tocantins.

No primeiro momento, a CMB fará a modulação dos hospitais do Estado, em seguida será indicado o melhor modelo de gestão. “Cada unidade será visitada por uma equipe multidisciplinar, que nos apontará a realidade e as necessidades de acordo com a realidade de atendimento“, explica.

O secretário disse que pretende enviar, nos próximos 15 dias, à Assembleia Legislativa, uma proposta para projeto de lei das OSs - Organizações Sociais. Esse projeto trará especificações para que as empresas interessadas em gerir as unidades hospitalares do Tocantins possam se candidatar. “Após a Lei, será feito um decreto regulamentando-a e, a partir daí, o Estado irá receber propostas de entidades que querem ser OS no Tocantins. Só as entidades que se enquadrarem na legislação e nas especificações é que poderão concorrer ao contrato para gerir os hospitais”, afirma.

O convênio com a CMB prevê, ainda, a qualificação de técnicos da Sesau para a gestão e fiscalização do contrato com as empresas que possam vir a fazer a gerência das unidades hospitalares do Tocantins.

O secretário informou ainda, que dos R$ 64 milhões de dívidas que a Sesau herdou da gestão passada, R$ 35 milhões já foram quitados e afirmou que todo serviço contratado na atual gestão, além de vencimentos de médicos estão com as parcelas em dia. “Além disso, todas as unidades estão abastecidas, aumentamos o número de atendimentos e isso se deve às condições de trabalho dos nossos profissionais, que conseguimos melhorar”, afirma.

Fonte: Ascom Sesau