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Economia

14/11/2013 - Redação

Foto: Aldemar Ribeiro / ATN De acordo com a Associação Comercial, mais de 43% da economia de Araguaína é composta pelo comércio De acordo com a Associação Comercial, mais de 43% da economia de Araguaína é composta pelo comércio

Em 2013 a segunda maior cidade tocantinense completa 55 anos com indicadores que apontam para uma evolução em diversos setores socioeconômicos. Entre 1991 e 2010, Araguaína experimentou crescimento nas taxas de escolaridade, renda e habitação. Além disso, a população do município atingiu, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma taxa de crescimento maior que a nacional e pode ter superado os 164 mil habitantes no ano atual.

De acordo com o IBGE, apesar do forte potencial agrícola do município, Araguaína apresenta uma população prioritariamente urbana, com quase 95% das pessoas morando na zona urbana e apenas 5% no campo. Desta forma, os desafios enfrentados pela administração municipal precisam ser mais concentrados na cidade, mas sem deixar de lado o entorno do município.

À frente da gestão municipal desde janeiro deste ano, o prefeito Ronaldo Dimas frisou que o momento em Araguaína é de organização. De acordo com o gestor, grandes esforços estão sendo destinados para obras de infraestrutura viária, principalmente em parceria com o governo do Estado. “Este é um ano de organização do município. Estamos colocando a casa em ordem, com diversas obras já em andamento e muitas outras em processo de licitação”, frisou.

Localizada no centro-norte do Estado, a cidade tem uma estratégica proximidade com o sul do Pará e do Maranhão, tornando-a, assim, um atrativo para empreendimentos que tenham esse promissor mercado em foco. De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara), o município tem hoje uma economia voltada para o setor comercial. Segundo dados da instituição, mais de 43% da economia local é composta pelo comércio, enquanto 38% é do setor de serviços e pouco mais de 17%, de indústrias. "Araguaína é uma cidade que vem se destacando há muito tempo e temos percebido com maior frequência a chegada de novas grandes empresas", destacou a presidente da entidade, Antônia Lopes Gonçalves.

A quantidade de empresas abertas, conforme a presidente da Aciara, é um ponto que merece destaque, principalmente se comparado ao ano de 2012. Antônia apresentou números que apontam para um fortalecimento comercial da cidade, pelo qual apenas em 2013, 1.051 empresas foram constituídas, com um baixo índice de fechamento de firmas. "Este ano tivemos apenas 89 empresas extintas e isso é um número muito positivo. Tenho certeza de que Araguaína, nos próximos dois anos será uma cidade-referência na região", completou.

Apoio

Um ponto-chave para este salto no desenvolvimento comercial da cidade foi a implantação da Redesim, sistema que facilita e reduz o tempo para a abertura, fechamento e movimentação das empresas no Tocantins. "A Redesim teve uma grande contribuição para a chegada de novas empresas porque facilitou a abertura, a movimentação e o fechamento de empreendimentos", frisou.

Em funcionamento na Junta Comercial de Araguaína desde 22 de julho, a Redesim já facilitou a abertura de 164 empresas. De acordo com o coordenador de Tecnologia da Informação da Junta Comercial do Tocantins (Jucetins), Afrânio Vilar, com a Redesim há uma diminuição real do tempo para se abrir uma empresa no Estado.

Quem investiu em Araguaína como possibilidade de futuro, hoje colhe os frutos. Uma das maiores redes de venda de móveis e eletroeletrônicos do Tocantins, com lojas em Palmas e outras cidades tocantinenses, tem matriz em Araguaína. Para o proprietário da empresa, Rodrigo Mocó, a aposta em Araguaína, que há 18 anos era o maior município do Estado, foi um acerto. "No começo nós tínhamos entre dez e 12 funcionários. Hoje, só em Araguaína, temos 280", citou o empresário que conta em sua rede com mais sete lojas no Tocantins e no Pará. (Philipe Bastos / ATN)

Por: Redação

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