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Polí­tica

29/08/2013 - Redação

O futuro do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) foi o tema de um longo e acalorado debate realizado nesta última quarta-feira, dia 28, durante uma audiência pública da Comissão de Saúde. Após cinco horas de reunião, os deputados decidiram postergar para a manhã desta quinta-feira, dia 29, às 8h30, a votação de uma proposta da relatora da matéria, parlamentar Luana Ribeiro (PR), sobre a realização de outra audiência em Araguaína, já na próxima sexta-feira, dia 30.

Luana atendeu a um pedido do vereador daquela cidade, Divino Bethânia, que solicitou o adiamento da decisão até que se ouvisse a comunidade. Em pauta está um projeto de lei do Governo do Estado que extingue o HDT e sua Fundação. O Executivo pretende doar o prédio e seus equipamentos para a Universidade Federal do Tocantins (UFT) transformá-la em um hospital-escola.

Também ficou para depois a decisão sobre convocar os deputados para votar o projeto. Os parlamentares têm pressa porque a matéria precisa ser aprovada pela Assembleia, e sancionada pelo governador, até o fim do mês para que possa ser incluída na proposta de orçamento do governo federal para o ano que vem.

Entre os benefícios prometidos pelo reitor da UFT, Márcio Antônio da Silveira, estão investimentos de cerca de R$ 50 milhões com recursos da União. De acordo com ele, o dinheiro vai servir para ampliar o número de leitos, de 50 para 300, dobrar a quantidade de médicos especializados em doenças tropicais e criar uma residência médica com foco nestas patologias.

Debates

Ao defender a iniciativa, o reitor da UFT destacou as condições técnicas e humanas da entidade em promover a evolução do HDT. Entre elas, os recursos da União para investimentos em pesquisa, o potencial da especialidade na região e os 400 doutores que a Universidade dispõe para o serviço.

No entanto, seu entusiasmo não foi acompanhado pelos representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, e dos Conselhos Regionais de Farmácia e Medicina. Eles temem pela interrupção dos serviços prestados atualmente e pelo futuro de pacientes e servidores.

Deputados como Luana e Raimundo Palito (PP) se mostraram receosos e exigiram garantias por escrito. O reitor admitiu que não pode oferecê-las, mas disse que a federalização é uma “grande oportunidade”. (Dicom AL)