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Polí­cia

23/02/2013 - Redação

Foto: Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet) informou através de nota de sua assessoria de imprensa, na manhã deste sábado, 23, que a Polícia Civil solucionou o assassinato do diretor da entidade, o professor Fabriciano Correia, ocorrido em novembro do ano passado.

De acordo com o Sindicato, dois dos acusados foram presos após as investigações. Na nota, o Sintet informou, ainda, que se manteve em contato com a Polícia a fim de contribuir na solução do crime que chocou a cidade de Araguaína, no final de 2012.

“Sabemos que não teremos mais a força, o compromisso, garra, a dedicação e o amor de Fabriciano entre nós, porém, nos conforta que pessoas tão más responderão na Justiça por ato tão bárbaro e covarde”, salientou o presidente da entidade, José Roque Santiago.

Relembre

Em novembro do ano passado, o sindicalista Fabriciano Borges Correia foi encontrado morto em sua residência em Araguaina no Setor Raizal. Na época do assassinato, o presidente do Sintet afirmou que o educador já vinha sendo ameaçado, mas preferiu tratar o caso com cautela.

Durante as investigações, o delegado da 3ª Delegacia de Santa Fé do Araguaia, Aragominas e Muricilândia, Fernando Rizerio Jaimy informou que foi encontrado um envelope sobre o corpo de Fabriciano com os dizeres “cagueta”. A expressão "caguete" se refere ao termo alcaguete que significa delator ou aquele que denuncia atividade ou procedimenro ilícito de alguém.

Confira abaixo a nota do Sintet

Nota do Sintet

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins - SINTET informa a todos e todas que a Polícia Civil desvendou o assassinato do companheiro Fabriciano Correia, diretor do SINTET, assassinado em novembro de 2012, em Araguaína. Na tarde desta sexta-feira, 22/02 foram presos dois dos assassinos, após cuidadosa investigação. O SINTET, durante todo esse tempo cobrou das autoridades rapidez nas investigações e a  prisão dos acusados, buscando apoio com deputados na Assembleia Estadual e na Secretaria de Segurança Pública. Desse modo, parabenizamos o serviço da Polícia tocantinense pela resolução de mais esse caso.

O SINTET informa ainda, que luta contra toda forma de discriminação, preconceito e homofobia e estará sempre vigilante na defesa dos direitos humanos da população  LGBT. Mesmo o caso sendo apontado como latrocínio - roubo seguido de morte há nuances claros de homofobia, na forma da violência, truculência e tortura na execução.

Sabemos que não teremos mais a força, o compromisso, garra, a dedicação e o amor de Fabriciano entre nós, porém, nos conforta que pessoas tão más responderão na Justiça por ato tão bárbaro e covarde.

Que possamos ter uma sociedade mais tolerante, mais justa e menos violenta. É o que pretendemos e lutamos sempre.

José Roque Santiago

Presidente