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Cultura

25/06/2012 - Redação

Foto: Divulgação Célio Pedreira conquistou o primeiro lugar na modalidade fotografia com a foto Capim Nativo do Cerrado Célio Pedreira conquistou o primeiro lugar na modalidade fotografia com a foto Capim Nativo do Cerrado
  • Fotografia Crime Ambiental

Na noite da última sexta-feira, 22, o Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) premiou os vencedores do I Concurso Arte Médica de Fotografia e Poesia, do Sindicato. O evento ocorreu na sede do Simed e contou com a presença da diretoria da Federação Nacional dos Médicos.

Foram inscritos 45 trabalhos nas duas modalidades. O médico e poeta Célio Pedreira, de Porto Nacional, conquistou o primeiro lugar nas duas modalidades do concurso, com o poema “O vendedor de Ribeiras” e a fotografia “Capim Nativo do Cerrado”. Pedreira também recebeu a única menção honrosa concedida pela banca julgadora com a poesia “Jazzmim”. Pedreira recebeu o prêmio, um Ipad do presidente da Fenam, Cid Carvalhaes acompanhado da presidente do Simed, Janice Painkow.

Na poesia, o segundo colocado foi o médico carioca, radicado em Araguaina, Nelson Gomes de Moraes Ferreira, com o poema “Teu beijo”. O representante comercial José Rodrigues representou o premiado e recebeu um Iphone. A terceira colocação ficou com a médica araguainenseMaria Iva Maranhão Moreira e o poema “Dentro de mim há um milhão”. Como prêmio, recebeu um netbook.

Na fotografia, o médico Ricardo Russi Blois foi o segundo colocado com a fotografia “Canoa afundada no lago seco de Araguaina” e o médico radicado em Gurupi, José de Arimatéia Macedo, foi o terceiro colocado com a foto “Crime Ambiental”. Eles receberam como prêmio um Iphone e uma máquina fotográfica respectivamente.Apenas os poetas Célio Pedreira e Maria Iva Maranhão compareceram na solenidade. Os demais premiados, em virtude de plantões médicos ou viagens, enviaram representantes.

A comissão julgadora das poesias era formada pelos poetas Gilson Cavalcante, Marinalva Barros e Paulo Aires Marinho, também o coordenador da comissão organizadora desta modalidade. A banca de fotografia era formada pelo professor universitário de fotografia Fábio D’Abadia, pelo fotógrafo Thenes Pinto e pelo médico e fotógrafo Mardônio Parente, coordenados pela professora universitária de fotografia Irenides Teixeira.

Poesias vencedoras

1° colocado

Vendedor de Ribeiras

Pseudônimo: Martin Pescador
Autor: Raimundo Célio Pedreira
Cidade: Porto Nacional

Atende ao benefício das esperas
quem lança seu aproximar em vagar
ocasião de esticar a vida
ou estar disponível para profundo.

E pouca largura basta
quando o escasso é tudo
atraído para as águas
rumo assim sem norma
trago para seu curso.

A regra do sertão de ribeira é diversa
léguas engolem as margens
e dentro delas alegrias mágicas
meninos se descobrindo espécies
canoas carecendo remar.

Tudo lhe vendo já
se for de gosto
atender aos outonos
de nossos cemitérios submersos.

2º Colocado:

Teu beijo

Pseudônimo: Ribeiro Menezes
Autor: Nelson Gomes de Moraes Ferreira
Cidade: Araguaína

Quero que tua boca se entrelace à minha louca
Num sugar de línguas, eu quero teu beijo eterno.
Pecador do meu desejo que a mim conduz ao inferno,
Quero que traga a vida à minha alma pouca....

E ainda que me negues, com tua voz sensual e rouca,
As carícias de minha mão que em teu corpo alterno,
Quero que tua boca se entrelace à minha louca
Num sugar de línguas, eu quero teu beijo eterno...

E, em tua negativa, que à mim apouca,
- Criança abrasa envolta pelo teu inverno,
Eu, em teu colo num abraço sensual e terno,
No clarão de teu olhar, e a minha alma pouca
Quero que tua boca se entrelace à minha louca...

3º Colocado:

Dentro de mim há um milhão

Pseudônimo: Fermina Daza
Autora: Maria Iva Maranhão Moreira
Cidade: Araguaína

Dentro de mim há uma mulher que pulsa:
Coração.
Dentro de mim há uma mulher que chora:
Solidão.
Dentro de mim há uma mulher que busca:
Emoção.
Dentro de mim há uma mulher que sonha:
Ilusão.

Dentro de mim outra mulher vive:
Ela dança,
Ela canta,
Ela ri,
Ela pensa,
Ela chora,
Ela procura um sentido,
Ela pergunta sem resposta,
Ela tatua o corpo
Com o que lhe fala ao coração,
Ela olha o mundo com estranheza,
Ela nele procura ver beleza,
Ela tropeça sempre na dor,
Ela vive no meio da morte,
Ela cura, ela chora,
Ela cala, ela consola.

Dentro de mim uma mulher se isola,
Uma mulher se esconde,
Uma mulher se abre,
Uma mulher se rompe.
Ela é o que sou e o que fui.
Ela é um pouco das mulheres que vivi:
A avó, a mãe, as filhas, as irmãs,
As amigas, as inimigas,
As parentas e as confidentes.
Todas as fêmeas humanas nela vivem,
Riem, choram, gritam, falam,
Sonham, buscam, calam, gargalham.
Todas as Evas, Marias, Graças,
As Dores, Lúcias, Anas, Márcias,
As Lindas e as Carolinas.

Dentro de mim todas as mulheres vivem:
Apertadas,
Assustadas,
Obcecadas,
Reprimidas,
Incompreendidas,
Umas ousadas,
Outras sacanas,
Umas taradas
E as puritanas.
Umas bandidas,
Outras ingênuas,
Umas num canto,
Outras na cena.
Sou todas elas e todas sou eu,
Vulcão, furacão, turbilhão, emoção,
Dentro de mim sou um milhão.