Conexão Tocantins Araguaína

Polí­tica

29/11/2010 - Maria José Cotrim

A eleição para a presidência e mesa diretora da Câmara de Araguaina acontecerá no dia 15 de dezembro e as discussões e articulações internas começam a desapontar, conforme alguns vereadores consultados pelo site Conexão Tocantins.

No entanto, há a expectativa de que o vereador do PR, Gipão, seja o escolhido pelo grupo do governador eleito Siqueira Campos (PSDB) para disputar a presidência da Câmara. Em entrevista nesta segunda-feira, 29, o vereador afirmou que se o grupo solicitar que ele seja o candidato, aceitará.

“Não é meu objetivo principal mas se o grupo assim entender que meu nome é melhor eu serei com certeza”, afirmou.

No entanto, o vereador frisou que nenhum vereador ainda lançou o nome para a disputa. Questionado sobre preferência para algum nome ele frisou que não tem rejeição à nenhum dos colegas. “Não tenho prioridade por nenhum ou rejeição por nenhum”, disse.

Gipão já foi presidente da Casa de leis e afirmou que essa eleição deve ter reflexos do cenário político estadual no entanto deverá ser mais interna. “Eu entendo que é uma eleição interna na história de Araguaina já participei de seis eleições aqui na Câmara e geralmente o presidente eleito é ligado ao governador”, salientou.

O vereador disse porém que ainda não houve nenhuma reunião entre os parlamentares para tratar da disputa.

O atual presidente, Elenil da Penha (PMDB) comentando o assunto ao Conexão Tocantins salientou que também acha natural que o novo presidente da Casa seja da base de Siqueira Campos.

Segundo ele, ainda não há nenhuma articulação entre o grupo ligado ao governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) para conseguir eleger um representante na Casa de Leis. “Eu não tenho a pretensão de continuar e nem estou sabendo de nenhuma mobilização sobre isso. Os vereadores deixaram para fazer essa discutir essa questão apenas na véspera da eleição”, salientou. “Desconheço qualquer discussão em torno disso”, afirmou.

Parlamentares

Na Câmara são quatro vereadores do PMDB e dois do PP, partidos que não serão da base de sustentação de Siqueira a partir do próximo ano. No entanto, Gerônimo Cardoso (PMDB) é da base de Siqueira e defende inclusive que o partido vá para a base do tucano.

Dos partidos aliados a Siqueira são dois do PR, dois do Democratas e um do PSDB.

“É uma tendência natural que alguém ligado ao governador que vai ser empossado seja o presidente”, frisou Elenil.