Conexão Tocantins Araguaína

Campo

12/06/2009 - Redação

Foto: Divulgação

A Adapec - Agência de Defesa Agropecuária participará de uma reunião em Brasília, na próxima terça-feira, 16, no Mapa - Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - para discutir sobre a causa da mortalidade que tem acometido equinos e muares, na região Norte do Tocantins.

Segundo o presidente da Agência, Humberto Camêlo, a reunião servirá para atualizar as informações já repassadas ao Mapa sobre as mortes dos animais e tentar encontrar possíveis soluções para a enfermidade. “Estamos preocupados em ajudar os produtores rurais, que têm tido prejuízos com o problema. Já encaminhamos ao laboratório do Ministério as análises coletadas por nossa equipe e estamos aguardando o resultado do exame”, afirma.

A chefe do escritório local da Adapec, em Araguaina, Ana Keila Pereira, que tem acompanhado a situação de perto e também participará da reunião, diz que será uma oportunidade para repassar as dúvidas dos produtores ao Mapa. “Os criadores têm buscado orientações no órgão. Além disso, fomos às propriedades que solicitaram nossa visita e estamos acompanhando o trabalho de pesquisa da UFT - Universidade Federal do Tocantins, que tem feito o atendimento ao animal doente”, explica.

O encontro, além da participação do presidente da Adapec, deve contar com a presença do Secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Inácio Afonso Kroetz, representantes da UFT, Secretaria Municipal de Agricultura de Araguaína e do SRA - Sindicato Rural do município.

Entenda

No mês de março deste ano, na região Norte do Estado, os criadores de equinos procuraram a Adapec, relatando alguns sintomas e morte de cavalos. Posteriormente, uma equipe da Agência compareceu em sete propriedades, localizadas nos municípios de Carmolândia e Araguaina, onde foram atendidos 29 animais, dos quais 15 morreram.

De acordo com Ana Keila, os principais sintomas apresentados foram: fortes cólicas, inquietação e timpanismo (inchaço de abdômen). Indícios apontam que a causa da enfermidade pode estar associada à alimentação, uma vez que em todos os casos constatou-se que os equídeos estavam se alimentando de capim Massai, Mombaça e Tanzânia, todos do gênero Panicum. “Pesquisadores estão estudando a origem do problema, que pode estar ligada a existência de um fungo ou ser alguma característica tóxica da planta”, explica acrescentando que a Adapec tem recomendado aos produtores a retirada dos animais dos pastos formados por essas gramíneas e sugerido capins alternativos até que seja esclarecida a situação.

Prevenção

Já que a causa do problema ainda é desconhecida, a única forma de prevenção é buscar ajuda de um veterinário, assim que surgirem os primeiros sintomas e remanejar o animal para pastagens alternativas, como a Brachiaria humidicola.

Fonte: Ascom Adapec